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Framingham: Brasileiros cara-cara com governo federal do Brasil

Na Semana do Trabalhador, representantes do Ministério do Trabalho trazem números sobre a criação de empregos no Brasil.

“O dinheiro é uma solução ou um problema?, perguntou Carlos Magno da Caixa Econômica na Igreja São Tarcísion. Feita para uma platéia de imigrantes que vieram buscar melhoria financeira, a pergunta merecia uma resposta óbvia.

“Depende,” respondeu Samuel Chaves, líder religioso conhecido na comunidade como pastor Good-Good – a tradução que ele dá para bom-bom. “ Se você investe o dinheiro e perde, isso é um problema.”

A sessão de perguntas e respostas na Igreja Católica faz parte da Semana do Trabalhador Brasileiro, evento organizado pelos ministérios do Trabalho e Emprego e das Relações Exteriores. Em sete dias de palestras, representantes do governo brasileiro vão debater uma vast agama de assunto, do aconselhamento legal e financeiro, até atualidades sobre o estado do Mercado de trabalho no Brasil e nos EUA.

A Semana do Trabalho vai visitar as cinco cidades que abrigam as maiores comunidades de brasileiros em Massachusetts: Framingham, Worcester, Allston, Somerville e Boston.

Embora a rádio WSRO (650AM) tenha convocado a comunidade, os workshops atraíram um pequeno público. Na terça-feira, apenas 25 pessoas prestigiaram o evento em Framingham. Na quarta, quando Danielle Kineipp, gestora governamental do Ministério do Trabalho proferiu palestra empregos no Brasil, a platéia cresceu um pouco.

“No ano passado, Minas Gerais criou 300 mil novos empregos,” disse Danielle. “E só de janeiro a junho deste ano, o estado já criou 200 mil novas vagas.”

Minas Gerais é o estado que mais exportou mão-de-obra brasileira para Massachusetts e todo os EUA. Muitos dos que foram aos workshops disseram que já pensam em retornar ao Brasil.

Para Altair da Silva, brasileiro que vive nos EUA há 27 anos, é fácil perder contato com a realidade no Brasil.

“Muitas pessoas que estão aqui pensam em retornar para o Brasil. Mas elas não sabem como recomeçar as suas vidas. Estou aqui para buscar informações,” disse Silva, que mora em Framingham com a esposa e dois filhos americanos.

“Se eu retornar para o Brasil amanhã, e tentasse abrir um negócio de criaçào de suínos. A Caixa iria me fazer um empréstimo?” perguntou um membro da platéia.

Carlos Magno disse que a Caixa Econômica não oferece este tipo de empréstimo. Mas esclareceu dizendo que a comitiva do governo trouxe algumas pessoas que podem ajudá-lo.

A Semana do Trabalhador começou em Allston na segunda-feira, já passou por Framingham, e vai para Somerville e Boston amanhã, e depois vai fazer parte da feira de negócios Brazilian Business, no DCU Center em Worcester, no sábado e no domingo.

Com o objetivo de lidar com os trabalhadores estrangeiros no Brasil, o governo brasileiro federal criou o Conselho Nacional de Imigração. Mas o órgão federal teve que mudar a missão nos últimos 10 anos para tentar ajudar o grande fluxo de brasileiros que deixaram o Brasil em busca de trabalho no exterior. Segundo números lançados pelo Itamaraty em 2007, 3,2 milhões de brasileiros vivem no exterior – destes, pelo menos 1 milhão vivem nos EUA.

“Mas essa realidade está mudando,” disse Paulo Sérgio de Almeida, o presidente do conselho.

De acordo com Almeida, o Brasil criou 3,8 milhões de novos empregos em 2010, e está no caminho para criar 4 milhões este ano.

“Temos um projeto piloto em São Paulo que recentemente ajudou 700 brasileiros que retornaram do Japão a se re-inserirem no mercado de trabalho do Brasil,” disse Almeida. Ele também explicou que trabalhadores imigrantes que retornam não precisam competir com os compatriotas no Brasil.

“Tiivemos casos em que brasileiros que trabalharam em fábricas no Japão retornaram em encontraram emprego em companhias japonesas em São Paulo justamente por falaram uma lingual estrangeira,” acrescentou.

Nesta quinta-feira, representantes do governo brasileiro vai apresentar um workshop sobre acordo de aposentadoria entre Brasil e EUA. De acordo com Luisa Lopes, ministra do Itamaraty, o acordo é bilateral e beneficiaria trabalhadores das duas nações, que poderiam contar os anos trabalhados no exterior para fim de aposentadoria em seus países. Somente trabalhadores vivendo legalmente nos dois países se qualificariam ao benefício. O Brasil já tem acordo similar com países como Portugal e Espanha.

Este ano, o Brasil já concedeu 27 mil vistos de trabalho para trabalhadores estrangeiros, a grande maioria deles, americanos.

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